Médiuns psicofônicos e psicográficos
São os médiuns escreventes ou falantes.
Os espíritos podem se manifestar entre os encarnados de inúmeras maneiras.
E a primeira condição para que haja um intercâmbio entre as duas esferas da vida, é que o encarnado seja portador da capacidade mediúnica, faculdade essa que não se revela da mesma maneira em todos, dependendo da aptidão de cada um.
No livro - Nos domínios da mediunidade - Segundo o Instrutor Aulus que acompanha André Luiz, ele diz que: “ cada vazo recebe de conformidade com a estrutura que lhe é própria” , sou seja: o médium em atividade mediúnica é envolvido pela emissão mental do espírito comunicante, que se registra em forma de impressões .
Essas impressões se apóiam nos centros de força do perispirito que, de imediato e simultaneamente atingem os cabos do sistema nervoso e o cérebro do médium, onde se encontram os centro motores em cujos comandos se processam as ações e reações mentais e físicas.
As impressões ( emissões mentais do espírito) agem como estímulos que acionam no psiquismo do médium os mecanismos das aptidões já desenvolvidas ou em desenvolvimento.
São funções automáticas que se refletem nos sentidos e órgãos, realizando assim, as várias formas de manifestações mediúnicas.
Cabe ao sistema nervoso a dupla função de condutor das impressões recebidas e das ordens a serem realizadas.
Conceitos e objetivos:
Psicografia:
Meio de comunicação mediúnica que se traduz através da escrita. Ela tem a vantagem de assinalar, de modo mais material, a intervenção de uma força oculta.
A psicografia faculta a análise da comunicação e a devida apreciação do seu valor. Tem como objetivo instruir a humanidade, informar e consolar os encarnados acerca de seus entes queridos já desencarnados, bem como inspirar e sensibilizar o homem através da arte. Se desenvolve pelo exercício.
Psicofonia:
Intercâmbio mediúnico que se realiza através da fala. Tem como objetivo acelerar o progresso do médium com o auxílio que presta a espíritos em sofrimento.
Essa forma de manifestação também permite a assistência e orientação a grupos mediúnicos e casas espíritas pelos espíritos superiores.
Classificação dos médiuns escreventes quanto modo e execução:
Médiuns Escreventes Mecânicos: A aptidão do médium permite ao Espírito comunicante atuar diretamente no centro motor correspondente da mão, impulsionando-a de modo independente de sua vontade. A mão se move sem interrupção e sem impedimento, e o médium não tem conhecimento sobre o que escreve. São raros os médiuns portadores dessa capacidade.
Médiuns Escreventes Semi-mecânicos: O médium sente um impulso na sua mão, contra a sua vontade, mas tem consciência do que está escrevendo na medida que as palavras se formam. É bastante comum esse tipo de capacidade
Médiuns Escreventes Intuitivos: O médium se comunica com o espírito pelo pensamento e a mão é conduzida voluntariamente. O Médium sente a sua vontade sendo dirigida por outra vontade (espírito), a postura do médium é mais atuante, ou seja, é transmitir o pensamento do espírito como se fosse um intérprete.
Classificação dos médiuns falantes segundo a mecânica do processo mediúnico:
Médiuns falantes Inconscientes: A psicofonia inconsciente se processa sem a ligação dos centros conscientes do cérebro do médium com a mente do espírito que a utiliza. Esse psiquismo mediúnico do médium cede espontaneamente seus recursos ao espírito comunicante sem qualquer dificuldade,perdendo provisoriamente, o contato com os centros motores da vida cerebral. (médium fornece o centros motores de sua vida cerebral ao espírito comunicante). É Por isso que o espírito comunicante tem maior possibilidade de intervenção “ material ”, tais como: alteração no tom de voz,sotaque, mudança de fisionomia, e ao sair do transe o médium não guardará lembrança do que ocorreu.
Neste caso, o Médium pode permanecer mais próximo e atento ao organismo físico ou mais tranqüilo e afastado, embora esteja sempre presente e responsável.O que determina o maior ou menor afastamento é o estado de equilíbrio e o grau evolutivo do espírito comunicante.
IMPORTANTE: - a psicofonia inconsciente se evidencia em duas condições:
1 – Aos médiuns que possuam méritos morais suficientes para a própria defesa.
2 – Nos processos de obsessão em que o médium se rende às forças vampirizadoras.
Médiuns Falantes Semi Conscientes: O Médium cede ao espírito o comando do centro motor correspondente da fala, mas continua informado do fenômeno, ou seja, tem de forma mais ou menos lúcida, consciência do que o espírito está falando ou fazendo através do seu corpo.
Os médiuns semi-conscientes costumam guardar com maior clareza as sensações e as emoções, já quanto as palavras a lembrança é mais vaga. Esta é uma faculdade que aparece com mais freqüência.
Médiuns Falantes Conscientes: Os centros motores do médium permanecem no comando das suas funções e o médium se mantém informado de tudo o que acontece, podendo conhecer as palavras na sua formação, arquivando-as de forma automática, no centro da memória.
Classificação dos médiuns segundo o grau de desenvolvimento da faculdade:
Médiuns Novatos: são inseguros, resistentes aos fenômenos ou descontrolados. As faculdades ainda não estando devidamente adestradas traduzem as comunicações de forma lenta, distorcidas, mal filtradas. O Médium tem maior dificuldade de refazimento. Geralmente duvida da veracidade da comunicação.
Médiuns Experimentados: A transmissão das comunicações é feita com facilidade e presteza, sem hesitação. Isso é um resultado de um exercício metódico, continuado e regular, de um estudo sério de todas as dificuldades que se apresentam na prática do espiritismo. O Médium experimentado tem condições de fazer distinção dos espíritos comunicantes.
Médiuns Improdutivos: São aqueles que não chegam a obter mais do que coisas insignificante, monossílabos, traços ou letras sem conexão, frases incompletas, idéias corriqueiras, etc. Também podem ser muito confusos, com comunicações sobrecarregadas de repetições e termos impróprios.
PREPARAÇÃO: - ORAI E VIGIA.
Os mentores espirituais generalizam para todos os componentes da equipe mediúnica o mesmo comportamento preparatório, pois os deveres são os mesmos embora as funções sejam diferentes. Na questão de médium, em particular, convém que ele promova já na véspera dos trabalhos mediúnicos, quando então haverá o intercâmbio espiritual, um estado psíquico favorável, procurando fazer uma higienização mental compatível para que os seus mentores comecem a prepará-lo para a reunião do dia seguinte.
Isso porque o médium não deve imaginar que o fenômeno de incorporação seja um apenas um acontecimento fortuito, a não ser aquele que seja originário do desequilíbrio. E esse estado de higienização mental é também uma preparação de concentração, por isso é importante o orai e vigiai.
Até porque:
As entidades espirituais somente utilizam a faculdade do médium se ele a facilitar e permitir, e para isso é necessário que o médium seja disciplinado mentalmente. Como nós vivemos numa sociedade onde o materialismo ainda dispõe de raízes profundas, nem sempre é fácil superar as dificuldades materiais. Portanto, é dever de cada médium envidar esforços para que os problemas de ordem material, inclusive os econômicos, não se tornem um impedimento ao exercício regular da mediunidade. E a maneira de evitar o desequilíbrio, nesses casos, é lembrar sempre que a vida encarnada neste planeta é passageira, e que assim sendo não representa de forma alguma o último degrau na caminhada de cada espírito. Não dever então,existir, o desespero de querer fazer e alcançar tudo nesta existência, que não é a única.
O médium necessita de sua atividade material para sobreviver, porém ao participar de uma atividade mediúnica deve colocar de lado seus interesses pessoais.Deve ter em mente que nesses instantes dos trabalhos mediúnicos ele está colaborando com um plano diferente daquele que o preocupa diuturnamente.
Porque que é importante o orai e vigiai ? Porque o desequilíbrio e o despreparo de qualquer médium devem ser resolvidos fora o exercício mediúnico propriamente dito.
Esp.Caibar Schutel – Conversando sobre mediunidade, diz:
“Que se o médium não está preparado para essa colaboração com a espiritualidade, é preferível que ele não compareça às reuniões para trabalhar.”
“ Não se deve, de regra, partir para o desenvolvimento da mediunidade se não houver paz no seu ponto básico se apoio: a família”
Porque é nesses locais que se pode dar o exemplo de uma verdadeira atividade de amor.
Porque mediunidade significa também caridade e, portanto, não se pode desempenha-la em grupos mediúnicos aqueles que descuidam do próprio lar, onde está o cerne da responsabilidade de cada encarnado.
Mas, convém lembrar, que o médium neste caso, não deve deixar que essas perturbações caiam no negativismo materialista, deve sim buscar ajuda no tratamento de assistência espiritual, na meditação e na prece para alcançar o reequilíbrio que vai permitir que ele volte ao trabalho mediúnico com total dedicação.
Porque a mediunidade é uma doação direta ao Plano Maior. Agora, esse preparo e essa disciplina podem ser conturbados, através de outras pessoas, ou seja através de mecanismos que fogem á nossa participação direta. Exemplo: Estamos em casa sentido um grande bem estar, relaxados, já nos preparando para os trabalhos mediúnicos até o momento em que surge uma idéia má e nós reagimos a essa má idéia. Aparece uma sugestão negativa e novamente refutamos o pensamento. No entanto nem sempre conseguimos evitar que venha uma pessoa inesperadamente e nos provoque, nos desajustando psicologicamente. Ou seja. Nós reagimos com mais facilidade diante daquilo que não vemos do que aquilo que está diante de nosso olhos. Daí a necessidade do médium estar em constante estado de vigilância.
ESPÍRITOS A SEREM INCORPORADOS:
Eles já permanecem junto do médium desde horas a dias do trabalhos mediúnico. Existem comunicações que, para serem realizadas, requerem um acoplamento perispírito-a-perispírito feito 24 horas da prática mediúnica. Nos livros de André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda está explicado esse mecanismo com detalhes, expondo com minúcias o que os médiuns sentem durante esse processo. Os médiuns mais seguros, com mais conhecimentos, com mais experiências , conseguem despertar com o psiquismo predisposto para o que vai acontecer na reunião mediúnica.
E, estando o médium mais ou menos telementalizado, se torna mais fácil não só a comunicação, como também o diálogo mental que o médium pode e as vezes deve ter com o espírito previamente à doutrinação. Principalmente quando essa influência é bastante pesada, o que acaba prejudicando mentalmente, psicologicamente, fisicamente e organicamente o médium. Nesse caso, o médium deve ter um contato mental com o espírito, dizendo à ele que .........
QUANTO AO CONTROLE DAS FACULDADE MEDIÚNICAS:
O Médium consciente deve ter o total controle de suas faculdades mediúnicas, haja visto que a mediunidade é um compromisso grave para o indivíduo. E o médium vai responder perante a sua consciência pelo uso que fizer de sua mediunidade, assim como acontece em relação as suas faculdades morais que vão lhe credenciar a felicidade ou a infelicidade, como decorrência da aplicação dos seus valores.
Tendo o médium um controle e um exercício consciente e cuidadoso de suas faculdades, enobrecidas e dirigidas para o bem, isso vai lhe proporcionar uma alegria interior muito grande e gratificante, que decorrem da convivência salutar com os seu guias espirituais que estão interessados no seu progresso e realização.
Além do dever imediato de possuir uma conduta moral que possa lhe assegurar o controle das suas forças medianímicas, o médium deve instruir-se nos postulados espíritas, para que possa conhecer as ocorrências que lhe dizem respeito, acostumar-se na convivência dos espíritos, saber conhece-los, saber identificar as leis dos fluídos.
O Médium consciente e cuidadoso, terá controle para poder selecionar e diferenciar os seus pensamentos dos pensamentos dos espíritos. Poderá discernir quando a mensagem procede de si mesmo e quando ela flui através dele, provinda de outras mentes.
ANÀLISE DA CONDIÇÃO DO ESPÍRITO COMUNICANTE
O médium esclarecido que está em constante busca de seu aprimoramento moral pode e deve fazer uma analise do espírito comunicante, principalmente quando se tratar de um espírito em estado perturbador que queira se expressar com palavras ríspidas ou de baixo calão.
Neste caso o médium deve oferecer resistência a esse desequilíbrio do comunicante, não deixando que o espírito comunicante fale durante uma comunicação com termos que ele- o médium - considere menores, substituindo palavras ofensivas por outras mais adequadas e que exprimam a mesma idéia.
ANIMISMO
Nem tudo o que ocorre na esfera mental significa fenômeno mediúnico. Se o médium não deve temer em excesso o animismo, não deve também deixar de ter cuidados. O processo de comunicação se dá somente através da identificação do espírito com o médium, perispirito com períspirito, cujas propriedades de expansão e sensibilidade, entre outras, permitem a captação do pensamento, das sensações e das emoções, que se transmitem de uma menta para outra mente.
O Médium é sempre um instrumento passivo, e é a sua educação moral e psíquica que lhe concedem recursos hábeis para que exista um intercâmbio correto. Nesse sentimento de intercâmbio, aparecem vários impedimentos durante o fenômeno mediúnico, que só poderão ser eliminados pelo exercício prolongado e bem dirigido. Entre esses impedimentos - que acontecem durante a comunicação - é bom citar as fixações mentais e os hábitos psicológicos do médium, que derivam de seu inconsciente e que durante o transe acabam assumindo com grande vigor os controles das faculdades mediúnicas, dando origem às ocorrências anímicas.
Mas, é bom lembrar que em si mesmo, o animismo é ponte para o mediunismo,e ele caba sendo superado através da prática do intercâmbio .
Alguns exemplos de fatores estimuladores do animismo e como erradica-los.
- O cultivo de idéias desordenadas, as aspirações mal contidas, desequilibram o médium, promovendo falsas informações, fazendo com que certos problemas da personalidade do médium surjam como expressões mediúnicas e acabem produzindo lamentáveis desequilíbrios.
A demasia da imaginação geram impressões, produzem idéias que fazem supor procederem de intercâmbio
mediúnico.
- Além disso, a inspiração de entidades levianas coopera com a eficiência para os exageros.
Para que o médium possa diminuir gradualmente a animismo de suas passividades, é indispensável muito cuidado, é preciso ter um exame contínuo dos problemas íntimos e um grande interesse pelo estudo da doutrina espírita, para que possa discernir com acerto e atuar com segurança. O Médium deve estudar.
AUTO AVALIAÇÃO DO MÉDIUM
O Médium deve sempre fazer uma auto avaliação do desenvolvimento de sua mediunidade, adotando procedimentos e atitudes que lhe levem a conquistar a segurança nas passividades. O Médium deve se questionar e aceitar e fazer uma autocrítica a respeito de seus procedimentos e atitudes para poder conquistar a segurança nas suas passividades, portanto deverá se perguntar se está agindo com:
EQUILÍBRIO: para que haja uma perfeita harmonia entre a mente e as emoções;
CONDUTA MORAL ELEVADA: para que haja uma perfeita sintonia com os mentores elevados;
CONCENTRAÇÃO: para que a mensagem consiga fluir com fidelidade;
EM ESTADO CONSTANTE DE ORAÇÃO: para poder abandonar os círculos viciosos das comunicações vulgares e alcançar uma perfeita identificação com os espíritos.
COM DISPOSIÇÃO PARA OS TRABALHOS MEDIÚNICOS: Para haja resultados satisfatórios no intercâmbio mediúnico.
COM HUMILDADE: deixando de lado o auto conhecimento para poder obter uma completa assimilação da mensagem espiritual.
COM AMOR: independentemente de quais entidades irão se manifestar.
Yvone Pereira – “ O médium por si mesmo nada representa, e jamais deverá adotar a pretensão de realizar isto ou aquilo sem antes observar se, realmente, é influenciado pelas verdadeiras forças espirituais superiores.”