A verdadeira humildade - A real essência do sentimento | Por Clarindo Farina (CECC em Foco - Dezembro 2006)
A verdadeira humildade tem sido muito confundida com pobreza, com inferioridade, com servilismo, com submissão, com sofrimento e até com conivência, etc.
Entretanto, a verdadeira humildade não é nada disso. A verdadeira humildade é uma das mais sublimes virtudes.
Enquanto que o orgulho, a prepotência, a arrogância, a dureza de coração, a soberbia, a indiferença são os mais ferrenhos inimigos da verdadeira humildade.
Assim sendo, a caridade, alimentada pelo sentimento do amor, da compaixão, da compreensão e da tolerância, constitui a fortaleza da verdadeira humildade, pois, sem esses atributos, não há humildade na sua verdadeira acepção.
É verdade que estamos longe de conquistar essa sublime virtude da humildade, porém nem por isso, devemos deixar de nós empenharmos na busca desse tesouro da alma.
Devido a imperfeição que ainda carregamos, a nossa humildade não passa de uma falsa humildade, isto é, o que apresentamos é um verniz superficial que se esboroa com simples arranhões. Na verdade, camuflamos a nossa hipocrisia como se fosse humildade.
A verdadeira humildade jamais é conivente com o erro de quem quer que seja. Nunca se afasta da bondade e da compreensão.
Quem já conquistou essa sublime virtude nunca vive a bisbilhotar a vida alheia e quando descobre ou vê uma falha de procedimento em seu semelhante, logo se enche de compaixão.
Procura, se possível, alertar discretamente aquele que incorreu no erro, auxiliando-o, se houver aceitação, a corrigir o próprio equívoco.
Não podemos esquecer que a indulgência e a resignação são apanágios daqueles que são verdadeiramente humildes.
Para conquistar a verdadeira humildade teremos que eleger Jesus como nosso guia e modelo e seu Evangelho, como roteiro de vida. Seria muito bom se relembrássemos sempre, nos momentos difíceis, o que Ele nos afirmou: “Vinde a mim, todos os que andais em sofrimento e vos achais carregados, eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossa almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mateus, XI: 18-29-30.)